segunda-feira, 19 de setembro de 2011

[Parte 3]

(..) Estremeço. Ele esta colocando algo que me parece com chá, numa xícara. Pelo cheiro é de camomila. Ela leva a xícara, a boca com graciosidade. O senhor passa e a porta. Ele tem cheiro de canela. Você vem logo atrás. E me toca, eu vou à lua e volto no mesmo instante. É isso costuma acontecer. Você tem que se abaixar para passar pela porta estreita. Você de brincadeira, me dá um selinho. “Eles não estão vendo mesmo, então não é falta de respeito.” Eu ri. Ele se entre olham, o senhor diz. “Eu te amo, minha velhinha.” Ela retruca, com uma tapa leve, e apaixonada.  “Velhinha é a mãe. E você nunca mais tinha me dito isso. Gosto da verdade de cada letra desta frase.” Ele sorrir. “Eu não preciso dizer, você já sabe. Sempre soube. Só que hoje queria que o mundo todo soubesse.” “Não se preocupe o nosso mundo, que criamos nos nossos 53 anos juntos, ele já sabe.” Você se arrepiou todo. Podia ouvir o número 53 se repetindo em sua mente. Eu te abraço. Você sorrir. Fecho os olhos... Estamos na sua cama. Eu estou sentada no seu colo olhando pra você. Você pela primeira vez está de óculos. Eu os tiro. Olho na minha mão, um anel, uma.. aliança. ( Cara eu só posso ser maníaca por casamento, mermão. UHAHUHA) Agora eu sei por que não dei um pulo, quando percebi a situação. Você esta com uma samba canção azul e uma meia três quartos branca. “Eu te amo” é única coisa que eu consigo disser. Por que eu sinto de uma maneira paralisante que é recíproco. Você me joga pro lado. E sobe em mim. Eu estou com uma blusa tua, uma blusa branca. Só consigo imaginar como o meu cabelo deve estar horrível. Você me beija, com calma e suavidade, com ternura. Ai eu sito que o mundo é só nosso. Você me olha por dois segundos. Há chama no seu olhar, então você sorrir pra mim com um sorriso malicioso. E se levanta.  Hã? Como assim?! Como você ousou a fazer isso eu não sei. Continua (=

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